Boi Caprichoso


O boi de Parintins é o auto popular, espetacular e criativo, a reinvenção o mito, a lenda do boi encantado que morre e ressuscita redescobrindo a cultura amazônica. Ele percorre a floresta e seus recantos, incorpora o universo lendário mítico e regional, além de valorizar rituais, celebrações tribais, costumes e a tradição popular. Ao seu repertório se unem a defesa da floresta, a força do povo simples e solidário, a essência da vida na Amazônia sustentável.

A vida soa com a Marujada resumindo o amor que pulsa no coração do povo de alma azulada. Em junho há festa e Parintins se revela em versos, poesias, cantorias. O boi de brinquedo seduz multidões e emoldura com um farto sorriso o rosto de cada caboclo que veste azul e branco, as cores que embalam a festa popular do Boi Caprichoso. Ele mexe a cabeça, dança, brinca, é amado, desperta paixões, traduz a mais pura e simples emoção que nasce no peito, invade toda a alma, traz uma alegria infinita que não passa e faz sentir um fogo intenso que se espalha sobre o coração. O boi de veludo enfeitiça, arrebata. Recria nosso amor, nossa vida, nossa história, contagiando o mundo com o ritmo dos tambores, com a dança, com a magia, com a tradição e a poesia. Sedução, fascínio, encantamento. Uma tempestade de ideias, um celeiro de criatividade, explosão de sentimentos, adrenalina que dispara ao toque do tambor, estremecendo o peito, a terra, a vida. Pura magia, pura energia, alegria, cantos, melodia. É Caprichoso, para sentir, traduzir, emocionar, brincar e se apaixonar.

UMA PAIXÃO CENTENÁRIA

Fundado em 1913, pelas mãos de famílias nordestinas que aqui fincaram raízes e, até hoje brincam e participam do legado de seus ancestrais. A brincadeira nasceu nos quintais das casas de madeira, sob as sombras de frondosas mangueiras, castanholeiras, logo ganhou as ruas da cidade, incorporou as tradições locais, se misturou, se miscigenou, se renovou. Cercado pelos mistérios e pelos povos da floresta, não demorou para que um pajé fosse o responsável pela ressurreição do boi mais querido da fazenda.
Os versos de saudação e enaltecimento, que soavam fortes nas vozes dos Cid e dos Gonzaga, com o surgimento do contrário, logo se transformaram em desafios fortes. Estava aceso o estopim da rivalidade entre azuis os do lado de lá! As pessoas passaram como sempre passam, mas o nosso boizinho não, ele apenas era recebido por seu novo dono, uma nova família que, tradicionalmente, se tornava a guardiã do boi, responsáveis por organizar as saídas do boi nas ruas de Parintins. Eram marceneiros, pescadores, caçadores, caboclos, residentes do bairro ribeirinho chamado Francesa, de outro chamado Palmares, do Aninga, do Centro, de todos os cantos de Parintins, por isso é Boi de Parintins, de toda Parintins!
Em 1965, o primeiro festival folclórico da cidade. Criado pela Juventude Atlética Católica, para ajudar na reforma da catedral. Em 1966 os bois foram convidados, e ano após anos, participamos da festa, ajudamos a erguer o mais belo templo da cidade, por isso é um símbolo tão forte, tão presente em nossas apresentações. Pode-se afirmar então, que é um festival nascido pela fé do caboclo, aonde se faz presente, um boi nascido e sustentado pela crença, pela força e pela criatividade dos caboclos caprichosos. Há vida nesse brinquedo de pano, há vida sim, pois há amor e paixão. É uma paixão que ultrapassou os limites do tempo, da saudade dos tablados à pujança da arena, o Boi Caprichoso é vivo e eterno em nossos sentimentos, uma paixão centenária.

O LEGADO DE UM POVO AZUL

O projeto social Fundação Boi-Bumbá Caprichoso, denominado 'Escola de Artes Irmão Miguel de Pascalle', se define como marca de inclusão social e de cidadania, envolvendo crianças, adolescentes e jovens de 8 a 20 anos que exercitam e desenvolvem o potencial intelectual e artístico nas oficinas de arte, dando um retorno a comunidade e a própria festa.
A escola, fundada em 1998, possui o privilégio de ter revelado mais de 5.500 novos artistas que podem ser vistos nos galpões, no Conselho de Arte, na dança, na música e em todos os segmentos onde a marca do pioneirismo foi plantada.

O Boi Caprichoso renova o futuro de nosso festival em cada uma das centenas de crianças de nosso projeto.

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Festival 2018: 29 e 30 de junho, 01 de julho


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