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CaprichosoO Boi de Parintins
Festival Folclórico de Parintins no Bumbódromo

Guia completo

O Festival de Parintins.

O maior festival folclórico do Brasil, no coração da Amazônia — e tudo o que você precisa para viver essa festa.

A festa

O que é o Festival.

Todo mês de junho, Parintins (AM) para para o Festival Folclórico: três noites de apresentações no Bumbódromo em que o Caprichoso conta, com arte, música e encenação, as histórias do povo amazônico.

É reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil e reúne a Galera Azul de todo o país.

Conheça a história do boi
Bumbódromo de Parintins

A disputa

Como funciona.

A disputa acontece em três noites. Cada apresentação é avaliada em 21 itens oficiais — dos personagens à música, da alegoria à torcida — e a soma das notas define o resultado.

A travessia

Como chegar a Parintins.

Avião

Voos regulares saindo de Manaus, cerca de 1 hora. Companhia Azul e voos fretados; a frequência aumenta bastante durante o Festival. Ideal para quem tem pouco tempo.

Lancha (Ajato)

Viagem de 8 a 10 horas em embarcações modernas e ágeis, com poltronas reclináveis, ar-condicionado e refeições a bordo. Ideal para quem quer chegar mais rápido de barco.

Barco-hotel

Hospedagem durante o Festival, com o barco ancorado na cidade e alimentação inclusa. Evita a procura por hotéis e costuma ser o melhor custo-benefício.

Barco de recreio

A travessia tradicional pelo rio, mais longa; parte da experiência de quem quer sentir o caminho até a ilha.

Viaje com segurança.

Use apenas transportes regularizados; dê preferência a empresas e embarcações credenciadas no Cadastur e evite transportes clandestinos.

A ilha

O que ver em Parintins.

Destaque

Curral Zeca Xibelão

A casa do Caprichoso, no Centro de Parintins: palco, museu e espaço de festa do Boi Negro.

Catedral de Nossa Senhora do Carmo

Santuário e cartão-postal da cidade, a edificação mais alta da ilha.

Igreja do Sagrado Coração de Jesus

Uma das igrejas mais antigas de Parintins, de bela construção histórica.

Praça Digital (Cristo Redentor)

Anfiteatro à beira do Amazonas, com bares e restaurantes e um dos melhores pores do sol da cidade.

Bumbódromo

A arena onde acontece o Festival Folclórico de Parintins nas três noites de junho.

Turistódromo

Ponto de informações turísticas e de partida, reunindo prestadores de serviço.

Mercado Municipal Leopoldo Neves

De 1937, reúne iguarias regionais (como o pão com tucumã e o queijo coalho), ervas, frutas e artesanato.

Porto da Cidade

Terminal fluvial, um dos maiores do Amazonas, por onde chega boa parte dos visitantes.

Museu de Parintins

Memória da cidade e da festa.

Central de Artesanato

Artesanato local e lembranças.

Orla e Praça Gastronômica

Beira-rio e gastronomia típica.

Balneário Canta Galo

Área de lazer.

Aeroporto Júlio Belém

Porta de entrada de quem chega de avião.

Prático

Serviços úteis.

Emergências

  • Polícia 190
  • SAMU 192
  • Bombeiros 193
  • Direitos Humanos 100

Transporte na cidade

O triciclo é o meio mais típico de circular em Parintins.

Saúde

Hospital Jofre de Matos e Hospital Padre Colombo.

Bancos

Rede com Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Banco da Amazônia, no Centro.

Cultura do bumbá

Glossário do Bumbá.

406 verbetes para entrar de vez na cultura do Caprichoso. Busque por termo, filtre por letra ou navegue de A a Z.

406 verbetes

ABIEIRO

Árvore frutífera da família das sapotáceas, de fruto muito saboroso e apreciado pelos garotos.

ABISSAIS

Relativo a abismo, das grandes profundidades marítimas.

AGBÊ

Instrumento musical muito utilizado no Brasil, principalmente nos maracatus e afoxés.

AGOURO

Presságio, quase sempre não alvissareiro.

AHIANG (Ariang)

Demônio, na língua mawé.

AJUREMADO

Encantado.

AJURICABA

Líder indígena da tribo dos Manaós que preferiu ter como túmulo as águas do rio Negro a ser escravo dos portugueses.

AKWÁWA

Tribo da família linguística Tupi-Guarani, tronco cultural Tupi, habitante das cabeceiras do rio Tocantins.

ALAZÃO DAS AMAZONAS

Referência que compara as guerreiras Ycamiabas com as mitológicas Amazonas da Grécia antiga.

ALFAIA

Instrumento musical da família dos membranofones, utilizado no ritmo do maracatu, coco-de-roda e ciranda.

ALGUIDAR

Vasilha feita de argila na qual se armazenam alimentos.

AMARUN

Nome dado às três cobras (senhoras do caos) dos contos pré-colombianos. Termo utilizado na Amazônia para a anaconda — a derradeira fonte do poder, a hidrosfera, personificada pela anaconda (amarun): aquela que pode quebrar todos os laços de hegemonia, mas que contém em si a própria gênese da destruição e o reaparecimento do Caos.

AMARUN CHACARUNA

Amarun (serpentes sobrenaturais, anacondas mitológicas) + Chacaruna (ponte espiritual). Somente a Chacaruna pode atravessar dimensões, da mente ao coração, do presente para o passado ou o futuro.

AMERÍNDIO

Índio da América do Sul.

ANACONDA

Píton, jiboia (Python molurus), a mesma conhecida como sucuri (Eunectes murinus); serpente que esmaga a sua presa.

ANAMBÉ

Tribo da família linguística Tupi, habitante do curso médio do rio Tocantins.

ANDIRÁ

Espécie de morcego (quiróptero) amazônico. Também rio subafluente do Amazonas; Andiray, o "Rio dos Morcegos".

ANGA AÇU

Espírito grande.

ANGRA(S)

Pequena baía, enseada.

ANHANGÁ-AÇU

Do tupi añanga (diabo) + waçu (grande): grande demônio.

ANINGAIS

Paisagem composta principalmente pela planta conhecida regionalmente como aninga; o acúmulo dessa vegetação serve de abrigo para muitas espécies.

ANINGAS

A aninga (Montrichardia linifera) é uma planta herbácea macrófita aquática da família das aráceas, que chega a cerca de 4 metros.

APIACÁ

Tribo indígena Tupi, falante do apiacá, habitante do curso dos rios Juruena e Arinos.

APORRINHAR

Verbo usado pelos caboclos do médio rio Amazonas para indicar coisa inoportuna, que tira o sossego.

APURINÃ

Tribo pertencente à família linguística Aruák; habita o curso médio do rio Purus.

ARAPIÁ

No dialeto Carajá, "terra prometida".

ARARA

Pássaro de plumagem colorida.

ARAWÁ

Família linguística que reúne as línguas indígenas Dení, Paumarí, Banawá-Jafí, Kanamantí e Jamamadi, habitantes das bacias dos rios Juruá, Jutaí e Purus, afluentes da margem direita do rio Amazonas.

ARCABUZ

Antiga arma de fogo portátil.

ARIRANHA

Também conhecida como onça-d'água, lontra-gigante e lobo-do-rio; mamífero mustelídeo característico do Pantanal e da bacia do rio Amazonas.

ARPÃO

Apetrecho de pesca feito de metal, com ganchos para fisgar peixes.

ARPOEIRA

Linha que prende o arpão a uma haste de madeira.

ARTRÓPODES

Animais invertebrados com quatro ou mais pares *[revisar: definição truncada no original]*.

ARUÁ

Tribo da família linguística Mondé, tronco cultural Tupi, habitante da bacia do rio Guaporé, em Rondônia.

ARUAK

Tribo indígena da família linguística Aruák; família de línguas ameríndias da América do Sul e do mar do Caribe.

ARUANÃ

Peixe da região amazônica.

ARUANDA

Morada de espíritos; local sagrado; paraíso espiritual.

ASA DURA

Regionalismo parintinense para designar avião.

ASSURINÍ

Também chamados de Awaeté; tribo Tupi, falante do dialeto assuriní, habitante do rio Canomá, no Xingu.

ATAHUALPA

Nome do último grande chefe do império Inca, morto e decapitado por ordem de Pizarro.

ATROARI

Tribo da família linguística Karib, conhecida também como Waimiri-Atroari; habitava as nascentes do rio Alalaú.

AURA MINIKAW

Antigo deus adorado pelos índios Tapajós.

AURORA

Período antes do nascer do sol.

AYAHUASCA

Bebida alucinógena. Do quíchua aya ("morto, defunto, espírito") e waska ("cipó"), traduzida também como "cipó do morto" ou "cipó dos espíritos" (liana). É conhecida pelos nomes de hoasca, daime, iagê, santo-daime, vegetal e mariri; bebida psicoativa.

AYAMANCHARE

O espírito do medo, que surge a partir do vapor da terra; tem qualidades extraordinárias que auxiliam os vegetalistas em seus trabalhos de cura.

AZÃ

Entidade da mitologia dos índios Hi-merimã *[revisar: nome da etnia incerto no original]*.

BAÍRA (Bahira)

Derivação de Bairy, herói mítico dos índios Kawahíwa Parintintin; significa a condensação das experiências, tradições e histórias daquele povo tupi.

BAILADO

Dança e/ou movimentos ritualizados no Boi-Bumbá.

BANZEIRO

Ondulação provocada pela desigualdade do leito do rio ou pelo movimento das águas, devido à ação de barcos ou de objetos de grande densidade.

BARÉ

Tribo indígena da Amazônia.

BARRA-BANDEIRA

Brincadeira muito usada por meninos, que consiste em correr e pegar uma barra, geralmente de madeira.

BATUCADA

Conjunto de instrumentos acústicos que compõem a parte rítmica do boi-bumbá.

BEIJÚ CICA

Bolo feito com mandioca.

BEIRADÃO

Denominação dada às margens de lagos, rios, paranás, furos e igarapés.

BENZEDEIRA

Mulher que cura doenças por meio de rezas.

BIJU

Também chamado de beiju; espécie de bolo arredondado e achatado, de massa de mandioca ralada ou de seu amido (tapioca). É temperado com sal ou com pedaços de castanha-do-pará.

BOIÚNA

Do tupi mboi (cobra) + una (preta); a grande sucuriju (Eunectes murinus), considerada a maior cobra do mundo, podendo atingir até 12 m e triturando mamíferos, aves e peixes por compressão muscular.

BOTO ROSA

Designação popular dada por Cousteau ao boto vermelho (Inia geoffrensis), cetáceo amazônico de comportamento semelhante ao do golfinho.

BOTO TUCUXI

Designação dada ao boto cinza (Sotalia fluviatilis), cetáceo amazônico de comportamento semelhante ao do golfinho.

BOTO VERMELHO

Variedade de mamífero cetáceo fluvial da família dos platanistídeos. Segundo a lenda, esses cetáceos protegem as águas e se transformam em um homem muito bonito e tentador, seduzindo as donzelas solitárias.

BUBUIA

Do tupi be'bui (leve): qualquer coisa que flutua ao sabor das correntes d'água.

CAAPÍ

Cipó amazônico de onde se extraem as substâncias harmina e harmalina; bebida que várias tribos indígenas consideram sagrada e usam em suas sessões xamânicas.

CABA CURUMIM

Denominação dada a uma variedade de marimbondo que faz seu ninho nos galhos das árvores, principalmente as frutíferas, como o abieiro e o paiurazeiro.

CABOCLO

Do tupi cariboca; resultado da mestiçagem do branco com o índio.

CACAUÁ

Lugar ermo.

CACURI

Armadilha de pau-a-pique para apreender peixes; fica instalada nas entradas dos furos e igarapés.

CAIXINHA

Instrumento rítmico.

CAMOTINS

Palavra tupi-guarani que define um vaso ou pote de barro, de grande tamanho, em que os indígenas colocavam o cadáver para enterrar.

CANÇÃO DOS ESPÍRITOS

No ritual de cura parintintin, cada espírito podia anunciar-se com uma canção específica (entoada pela voz do ipají na tocaia), respondida pelo ipají que estava fora, que deveria pedir sua ajuda.

CANDIRÚ

Peixe de porte pequeno e sem escama, voraz, que procura penetrar pelos orifícios genitais ou anais de suas vítimas para comer suas vísceras. É o terror dos garotos que vão banhar-se nos rios.

CANOA

Pequena embarcação de madeira, sem motor. É o meio de transporte mais usado pelos caboclos.

CANTO CAPIM

Planta usada na confecção de chá, consumida como alimento na primeira refeição do caboclo. Também chamada de capim-cheiroso.

CÃOERA

No dialeto Carajá, espírito da floresta.

CARÁ

Planta tuberosa cujo tubérculo é consumido cozido com café ou chá; prato preferido pelos caboclos na primeira refeição.

CARAJÁ

Uma das tribos do Parque do Xingu.

CARÃO

Pássaro negro da Amazônia, de canto lamuriante. É representado na dança folclórica das cirandas (Cordões de Cirandas).

CARAPANÃ

Muriçoca.

CARATÁ

Peixe de pequeno porte e sem escamas, que nas extremidades das nadadeiras laterais porta esporões pontiagudos com pequenos ganchos; ao leve roçar com a pele humana, penetra, deixando uma toxina que causa muita dor.

CARIBE / KARA'IB

Sábio, inteligente; etnia das Antilhas.

CARIÚS

Brancos, em tupi.

CARUANIS

Entidades benéficas.

CASCO

Canoa de pequeno porte feita de uma única peça de madeira.

CASSAUÁ

No dialeto Hixkariana, tribo ou taba (moradia indígena).

CAUÍM

Bebida indígena extraída da mandioca.

CERÂMICAS AROXÍ

Lascas de cerâmica encontradas por pesquisadores em Monte Alegre, próximo a Santarém (PA), datadas de aproximadamente 7.000 anos atrás.

CHACARUNA

Ponte sobrenatural que liga o pajé ao mundo das cobras do caos (Amarun).

CHIQUEIRO

Pocilga rústica feita de pau-a-pique, onde comumente se alojam porcos, bezerros ou outro animal de médio porte.

CIDADE ENCANTADA

Expressão usada para designar a cidade de Parintins, que mesmo com todas as crises ainda tem energia para realizar o segundo melhor festival folclórico do mundo.

CINTA-LARGA

Tribo indígena da Amazônia.

COACY

Contração de Coaracy, do tupi (co-a = claridade, tempo; cy = mãe): a mãe da claridade, a mãe do tempo. Personagem da lenda "Coacy, beija-flor".

CÓIO

Esconderijo; lugar onde os cardumes se escondem.

CONDOR

Conhecido como pássaro do sol, encontrado nos Andes; de porte avantajado, coloração preta com colar branco no pescoço, asas com manchas brancas, e cabeça, nuca e pescoço nus.

CONORI (CONORY)

Lendária guerreira, rainha das Amazonas ou Icamiabas.

CRINA

Tipo de pelagem presente em certos animais, principalmente equídeos como o cavalo, o asno e a zebra.

CUEÍ

Argila de coloração vermelha e branca, com a qual os curumins faziam pequenas bolas e atiravam uns nos outros.

CUIRÃO

Pessoa irrequieta.

CUNHÃ-PORANGA

Do tupi kuiã (mulher) + puranga (bonita): mulher bonita. Item incorporado ao contexto do Festival Folclórico de Parintins.

CUNHAMEMBIRA

Filha mulher. De kuyã (mulher) + membira (filha), na língua geral.

CUNHANTÃ

Filha de índio, filha de caboclo.

CUNHÃPUIARA

Mulher guerreira.

CURANDEIRO

Aquele que cura por meio de rezas e feitiçarias.

CURUMIM

Do tupi curu (corpo) + mim (pequeno): menino.

DERRUBAR O MASTRO

Ato de cortar os mastros nos quais estão as oferendas doadas pelos "mordomos", nas festas religiosas do interior.

DECAMERON

Narrativa das lendas, mitos e tradições das tribos indígenas da Amazônia, pelo indigenista Nunes Pereira, na obra "Moronguetá, um Decameron Indígena". O autor faz uma analogia com "O Decameron", de Boccaccio, escritor italiano do século XV, que descreve a vida culta e refinada de Florença. A comparação se dá na busca da felicidade, seja pelo homem primitivo, seja pelo refinado.

DEMIURGO

Entidade que se situa entre o plano divino e o humano nas sociedades indígenas.

DIRO

Desumano, cruel, duro.

DONA NEGA

Parteira que residia na rua Armando Prado, hoje aposentada, mas que, quando atuante, ajudou a dar à luz quase toda a população antiga de Parintins.

DONA VICÊNCIA

Uma das torcedoras mais antigas do Boi Caprichoso, que por muitos anos manteve uma venda *[revisar: trecho ilegível no original]* próximo ao antigo trapiche, hoje road-way da PORTOBRÁS. Figura muito querida dos meninos que iam tomar banho na beira do rio, próximo ao antigo trapiche.

EICOBÉ CHERAMOIN GOÉ, GOÉ

Uma saudação aos antepassados; ritual dos Tupinambás.

EMPANEMAR

Dar azar; tirar a eficiência.

ENAWENE-NAWE

Grupo indígena da língua Aruák; habitam uma única aldeia no noroeste do Mato Grosso.

ENCARDIR

Suar; sujar.

ERIÇADO

Ouriçado, arrepiado, encrespado.

ESCUDEIROS

Brincantes do Boi Caprichoso que, dançando em volta do boi, o protegem contra qualquer ameaça.

ESOTÉRICO

Ensinamento reservado a poucos.

ESPELHO DA LUA

Região próxima a Parintins onde se banhavam as Amazonas.

ESPINHÉL

Apetrecho de pesca que consiste em uma linha resistente na qual são dispostos, de forma suspensa e alternada, anzóis para fisgar os peixes.

EU FAÇO PARTE DA HISTÓRIA E DA MEMÓRIA

A história de Parintins nem sempre é registrada em livros ou documentos, mas transmitida oralmente, de geração em geração — principalmente as histórias dos bois-bumbás.

FAIANÇAS

Louça de barro ou pó de pedra.

FALANGE

Na Grécia antiga, corpo de infantaria espartano e macedônio. Qualquer corpo de tropas; agrupamento de pessoas; legião, multidão.

FAZER BESTEIRA

O caboclo acredita que, se uma mulher menstruada passar por sobre algum apetrecho de pesca ou caça, este ficará "empanemado"; acredita-se ainda que, se alguém defecar num chiqueiro ou armadilha, eles ficarão "panemas", ou seja, azarados.

FEMINICÍDIO

Crime baseado na questão do gênero; assassinato de mulheres.

FILHOS DO SOL

Como são chamados os indígenas da Amazônia, filhos de Coaracy, o sol.

FRANCESA

Bairro da zona leste da cidade de Parintins.

FREGUESIA

Título dado à Ilha de Parintins em 28 de junho de 1832, com a denominação de "Tupinambarana", na então Província do Amazonas.

FRIAGEM

Fenômeno climático de queda brusca da temperatura, devido ao degelo dos Andes ou a massa polar vinda do sul das Américas, no período de junho a agosto.

FUROS

Braço de água corrente unindo dois rios diferentes, rio e lago, ou dois lagos. Sangrado ou sangradouro.

GALERA

Torcida organizada dos bois, responsável pela animação e pelas coreografias nas apresentações de arena ou nos currais. É item coletivo a competir no Festival Folclórico de Parintins.

GAMBÁ

Instrumento musical de percussão feito com uma tora de madeira furada de uma extremidade à outra, na qual se instala um pedaço de couro de animal silvestre, produzindo um som muito potente. É uma espécie de tambor de guerra dos índios, hoje muito usado para avisar os comunitários rurais de que a imagem da santa está se aproximando da comunidade para receber donativos para as festas de mastro.

GAREIRA

Peça de madeira que serve como vasilha para armazenar a mandioca *[revisar: definição truncada no original]*.

GARROTE

Bezerro de dois a quatro anos de idade.

GAVIÃO

Tribo indígena da família linguística Mondé. Também conhecidos como Ikãrã e Digut; habitantes das matas virgens do Pará.

GENOCÍDIO

Extermínio de uma comunidade, grupo étnico-racial ou religioso; destruição de um povo.

GINGA

Movimento realizado pelo Boi-Bumbá na sua evolução, ou pelos itens individuais quando embalados pelas toadas.

GINGADO

Regionalismo parintinense para designar os movimentos cadenciados dos brincantes dos bumbás durante suas evoluções.

GIRA (JIRA)

No idioma quimbundo, nijira: caminho; reunião festiva, de trabalho ou de treinamento.

GONGA (CONGA)

Altar onde ficam as imagens de santos e orixás das religiões afro-brasileiras; lugar sagrado.

GORÁ

Deus criador e transformador do povo Cinta-Larga.

GUAATÓ

Tribo falante de uma língua classificada como isolada, habitante do alto curso do rio Paraguai.

GUAJUPIÁ

Designa o céu dos escolhidos, ou céu dos ancestrais, no universo Tupinambá.

GUANAMIBÍ

Personagem da lenda "Coacy, beija-flor". Nome de uma árvore que solta uma espécie de óleo ou resina viscosa.

GUARANI

Tribo da família linguística Guarani, tronco cultural Tupi, que habitava o sul do Brasil, o Paraguai e o norte da Argentina.

GUARIKAY

Poderoso xamã da tribo Hi-merimã.

GUATAVIANA

Ritual celebrado pelos índios Chibchas para agradar seus deuses, que consiste em imergir o seu rei, coberto de ouro, nas águas do lago de Guatavita, próximo à cidade de Bogotá, Colômbia.

HAIRA ANGA

Espírito da mata.

HANARÉ CARUÊ ARIPÓI ARUEIRA

No dialeto Sateré-Mawé: "o sol que toca na copa das árvores não alcança o chão".

HEKURAWETARIS

Espíritos do mundo religioso Yanomami.

HI-MERIMÃ

Tribo indígena isolada da Amazônia.

HIPNÓBATAS

Refere-se aos sonâmbulos.

HIXKARIANA

Tribo indígena do grupo linguístico Karib, falantes do hixkariana, habitantes do curso médio e alto do rio Nhamundá (Jamundá).

HOUAH

Grito onomatopaico para lançamento de feitiço.

IARA

Mãe-d'água.

IBI

Terra, em tupi Mondé.

IBIRAPEMA

Borduna dos chefes do povo indígena Tupinambá. Espécie de clava, maça ou tacape feito de maçaranduba, pesado, usado pelos guerreiros na execução dos cativos, no rito antropofágico da muçuruna. Símbolo de status e liderança dos principais chefes.

ÍCAROS

Palavras mágicas, cantos e músicas aprendidas pelo xamã em sessões de xamanismo, por meio da ingestão das plantas mestras.

IGAPÓ

Várzea que na maior parte do ano está inundada. Local de muitas árvores frutíferas que servem de alimento aos peixes, e o local preferido para a procriação.

IGARAPÉ

Do tupi igara (canoa) + pé (caminho): o caminho das canoas; braço de rio de águas calmas.

ILHA TUPINAMBARANA

Ilha fluvial localizada à margem direita do curso médio do rio Amazonas, tendo como divisores de água o Paraná do Ramos, o Uarariá e um pequeno trecho do rio Madeira.

ILHARGAS

Lado.

INÃ SOERA

No lendário Carajá, os primeiros seres criados por Kananciuê.

ÍNDIOS MURÁ

Tribo dizimada pelos espanhóis na chamada "Guerra do Extermínio".

IPAJÍ

Xamã, pajé, curandeiro parintintin. Atualmente não existe mais nenhum entre o povo parintintin. O rito religioso central dos parintintin é a cerimônia de cura por um ipají, mas já não é praticada: a cadeia de transmissão do conhecimento xamânico foi quebrada pela morte prematura de muitos xamãs por epidemias.

IQUARA

Buraco, em tupi Mondé.

IWIKWAR

Sepultura indígena; jazigo dos índios Tapajós.

JA'GWAPORA'GWAV

Bando de onças que, conforme a crença, está nos céus e é visto pelos que têm poderes ocultos; os Parintintin as desenham nos braços.

JACUÍ

Flauta de duas a quatro braças, de cano duplo (maior e menor), usada pelos Kamayurá nos ritos e festas, principalmente o Kuarup.

JARAQUI

Peixe saboroso da região do Amazonas.

JAVARDO

Que ou aquele que é grosseiro, mal-educado; estúpido.

JIBÓIA BRAVA

Planta do tipo tajá cujo sumo é tóxico quando ingerido. Também, período de ataque da cobra jiboia (Boa constrictor), na época de reprodução.

JU'RIJU'RIHUVE'E

Animal fictício que vive na água, com forma de onça e pescoço comprido; acredita-se ser uma ariranha.

JUMA

Ente lendário indígena, gigante, caçador de índios perdidos na mata. No lendário, habita as serras de Parintins.

JUREMA

Bebida de uso medicinal ou místico; cerimônia mágico-religiosa; entidade espiritual.

JURUNA

Tribo da família linguística Juruna, tronco cultural Tupi, habitante do Parque Indígena do Xingu.

JURUPARI

Herói solar, legislador mítico de várias tribos indígenas brasileiras, cuja obediência às leis e mandamentos implicava o resgate da autoridade do homem, e a desobediência, o castigo.

KAGWAHIVA

A designação Kagwahiva (ou Kagwahiva'nga) significa "nossa gente", como se autodenomina o povo parintintin.

KAIAPÓ

Tribo da região do Araguaia.

KALANKO

Descendentes de um dos povos indígenas que viveram no século XIX na região de Pernambuco.

KAMANXÚ

No dialeto Hixkariana, cigarro de índio.

KAMARÄPI

Vomitar.

KAMAYURA

Tribo indígena da família linguística Guarani, tronco cultural Tupi, habitante das nascentes dos rios Ipavu e Coluene, no Mato Grosso.

KANAMANTI

Ver Arawá.

KANANCIUÊ

Poderoso feiticeiro, criador da existência Carajá (lenda).

KARAJÁ

Tribo indígena da família linguística Karajá, tronco cultural Jê, habitante da ilha do Bananal, no curso médio do rio Araguaia, no estado de Goiás.

KARITIANA

Tribo da família linguística Arikém, tronco cultural Tupi, que habita as cercanias de Porto Velho (RO).

KARIWA

Da língua geral (nheengatu, usada pelos missionários na catequização dos índios do Brasil durante a colonização): homem branco.

KATAWIXÍ

Tribo da família linguística Katuquina, habitante do baixo curso do rio Juruá (AM).

KAXARARÍ

Tribo da família linguística Pano; habita as imediações do alto curso dos rios Ituxí e Abunã, no Acre.

KAXINAWÁ

Tribo da família linguística Pano, habitante das cabeceiras do rio Envira e suas nascentes.

KAXUIANA

Tribo indígena do grupo linguístico Karib, falantes do kaxuiana, habitantes do rio Jurema.

KAYABI

Tribo indígena da família linguística Tupi-Guarani. Habitava antigamente a foz do rio dos Peixes; depois foi transferida para o Parque Indígena do Xingu.

KAYAPÓ

Tribo da família linguística Jê, tronco cultural Macro-Jê, com população de aproximadamente 4.000 indivíduos, espalhados entre as cabeceiras dos rios Araguaia e Iriri e o baixo curso do rio Xingu.

KRENAK

Tribo da família linguística Pano, habitante das cabeceiras do rio Ituxí, no Acre.

KUARUP

Cerimônia da tribo Kamaiurá, habitante do Parque Indígena do Xingu, criada pelo herói mítico Mavutsinim para reviver os seus mortos.

KUARUPY (KUARÍP)

A festa em alusão aos mortos e ancestrais dos Kamayurá; é o rito anual em honra aos mortos.

KURUAYA

Povo indígena que habitava do rio Pacajá até Manacapuru, no Amazonas, no século XVIII.

KWANDU

Gavião pequeno e branco; metade exogâmica do povo parintintin.

LAMBADA

Sentido figurado: a primeira dose (bebida alcoólica).

LAMPARINA

Luminária feita de lata ou flandres.

LAPADA

Regionalismo de Parintins para designar meia garrafa de aguardente.

LAPIDAÇÃO DE BOI-BUMBÁ

Referência feita ao Boi Caprichoso, conhecido por sua galera como "Diamante Negro".

LÔBREGO

Sombrio; sem claridade; funesto.

LÚMEN

Fluxo luminoso, dentro de um cone, emitido por um ponto luminoso com determinada intensidade.

LUTA E BRINCADEIRA WAIA-TORÉ

Cerimônia da dança sagrada realizada por diversos povos indígenas.

MACUXI

Tribo da família linguística Karib, habitante dos campos e lavrados de Roraima (RR).

MÃE D'ÁGUA

A mãe dos rios; a Yara, rainha da Amazônia.

MAIAPENA

Tribo indígena extinta, Aruák.

MALHADA

Local onde costumeiramente se reúne o gado para dormir.

MAMAÉ

Entidade da cosmologia indígena.

MANAÓ

Tribo indígena Karib, falantes do manaó, extintos no século XVIII devido às "Guerras Justas" infligidas pelos portugueses.

MANAUS (MANAÓS)

Tribo extinta que habitava a margem esquerda do rio Negro, precisamente onde hoje se situa a cidade de Manaus.

MANDINGUEIROS

Casta de feiticeiros dedicados à magia maléfica.

MANJA

Esconde-esconde.

MANUÇAWÁ

Morte (Tupi-Guarani).

MAPINGUARI

Tipo lendário da Amazônia que vive nas florestas. Tem forma humana com três metros de altura, corpo coberto de pelos, tal qual um imenso macaco, um só olho na testa e a boca na barriga.

MARACÁ

Instrumento musical sagrado feito de cabaça, usado em rituais indígenas dos povos da Amazônia; um tipo de chocalho.

MARACÁS

Espécie de chocalho feito com sementes e cabaças ou ouriços, usado como instrumento rítmico pelos índios.

MARAÑON

Nome do rio Amazonas em território peruano.

MARARY

Maracá (instrumento musical feito de cuia, contendo sementes de palmeira e enfeitado com penas de arara, utilizado pelos pajés indígenas).

MARINGUARÍ

Gigante lendário semelhante ao homem, porém coberto de pelos, que usa uma armadura de cascos de tartaruga.

MARIWIN

Personagem do universo mítico dos Matis, incorporado pelo xamã quando este preside o rito iniciático pubertário das tatuagens.

MAROMBA

Jirau construído sobre troncos de madeira flutuantes, para servir de jangada aos ribeirinhos e seus animais durante as cheias dos rios da Amazônia.

MARUJADA

Conjunto de ritmistas do Boi-Bumbá Caprichoso; item oficial do Festival Folclórico de Parintins.

MARUJADA DE GUERRA

Conjunto de ritmistas do Boi-Bumbá Caprichoso; item oficial do Festival Folclórico de Parintins.

MARUPIARA

Pessoa feliz na caça e na pesca; pessoa feliz nos negócios e nos amores.

MATIS (MATSÉS)

Tribo indígena da família linguística Pano, falantes do matis, habitantes dos rios Javari e Itacaí. Autodenominam-se "gente onça".

MATUMBÉ

Variação de "matungo", que quer dizer berimbau.

MATURACÁ

Aldeia dos índios Yanomami que habitam o sopé do Pico da Neblina, no extremo noroeste amazônico.

MAUARY

Deus do bem na mitologia dos Manaó.

MAVUTSINIM

Entidade mitológica dos índios Kamayurá, criador da "festa dos mortos", ou ritual dos troncos, o Kuarup.

MAWÉ

Tribo indígena da família linguística Tupi, falantes da língua mawé, habitantes do rio Andirá e afluentes, nos municípios de Barreirinha e Urupadi, e de afluentes da margem direita no município de Maués.

MBARAKA'JA

Refere-se à onça branca pintada de preto.

MESMERIZANDO

Magnetizando; provocar hipnose por meio do mesmerismo.

MIRIRI

No dialeto Hixkariana, criança.

MOACARA

Maria Moacara, índia guerreira tida como sacerdotisa do povo Tapajó e como oráculo xamânico, descrita pelo padre jesuíta alemão João Felipe Bettendorff em 1661, que fundou Parintins em 29 de setembro com o nome de São Miguel dos Tupinambarana.

MOANGÁ

Pajé, curandeiro, mandingueiro.

MONHANGÁ

Expressão relativa a "tempo de despertar".

MONHANGARIPI

O tuxaua (líder) que ocupava o mais alto cargo dentro da tribo extinta Tapajó. Quando falecido, em sinal de respeito e reconhecimento, recebia uma série de homenagens e se tornava um monhangaripi, cadáver ressequido. Depois de seco, em forma de múmia, passava a ser mantido em local escondido na mata, onde era reverenciado periodicamente pelo pajé e pelos homens mais velhos da tribo.

MOQUÉM

Grelha feita com ramos de árvores não resinosas, sobre os quais se assa o alimento *[revisar: definição truncada no original]*.

MORDOMO

É aquele que dá sua colaboração ou donativo para a festa do mastro; por isso, só ao mordomo é dado o direito de cortar o mastro que contém as oferendas.

MUÇURANA

Corda com que os índios Tupinambás amarravam seus prisioneiros.

MUNDUCARA

Governador.

MUNDURUCÚ

Tribo indígena do grupo Tupi, falantes do mundurucu, habitantes da região chamada Mundurucânia, que ia do rio Tapajós ao rio Madeira no século XVII.

MUNDURUKÂNIA

Mundo da nação Mundurucu; vale localizado entre os rios Tapajós e Madeira. O arquipélago de Tupinambarana, onde se situa a ilha de Parintins, fica nessa região.

MUNDURUKU

Povo da família e falantes da língua mundurucu, do tronco Tupi, que habita atualmente a Terra Indígena Coatá-Laranjal. Concentra-se na Amazônia, nos estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso.

MUNDURUKUS

Tribo da margem direita do rio Tapajós, em Jacareacanga.

MURA

Tribo da família linguística Mura; língua extinta. Habitante do baixo curso dos rios Madeira, Urubu e Autaz-Açu.

MUREMA

Cachoeira sagrada para os índios Kamayurá.

MUTAWARIÇAWA

Pajé, curandeiro.

MYTŶ

Pássaro mutum; nome de uma metade exogâmica do povo parintintin.

NENIA

Lamento fúnebre.

NHA'ĞWARUNUHŨ

Onça preta, no dialeto Parintintin.

NIGROMANTE

O mesmo que necromante; bruxo.

NUMIÁ

No dialeto Carajá, claro da lua.

OCA

Típica habitação indígena brasileira. Termo oriundo da família linguística Tupi-Guarani. É uma construção de grandes dimensões, podendo chegar a 30 metros de comprimento.

OCARA

Praça da aldeia indígena; espaço entre as ocas.

ODOLÁ

Saudação à orixá Iemanjá.

OMAMA

O criador para os índios Yanomami.

PACHACAMAC

Deus da chuva e do vento sul na mitologia andina, personificado no beija-flor; aquele que deu vida ao mundo, marido de Pachamama (Mãe Terra).

PACHAMAMA

Deusa, a Mãe Terra para o povo Inca.

PAHIGUE

Gigante, em tupi Mondé.

PAICÚ, ICÓ, CAETÉ

Tribos já extintas, dizimadas pelos espanhóis.

PAIRA

Fruta silvestre da Amazônia, de delicioso gosto, muito procurada pelos curumins.

PAITUNARÉ

Cobra que se transformava em homem ao chegar à praia e logo começava a namorar a filha do pescador ou do colono. Aparece às caboclas em forma de belo cavalheiro, nos beiradões e nas festas do interior, montando um garboso cavalo negro.

PAJÉ

Do tupi paié: chefe espiritual indígena, misto de sacerdote, médico, curandeiro e feiticeiro.

PALMARES

Bairro da zona sul da cidade de Parintins.

PALMINHA

Instrumento rítmico feito de madeira.

PANACEIA

Cura de todos os males.

PARANAKARI

Do tupi (que = rio + kariwa = branco): o homem que o rio trouxe, o conquistador.

PARECI

Tribo da família linguística Aruák, habitante dos sertões do Mato Grosso.

PARICÁ

Erva alucinógena inalada pelos pajés nas tribos da Amazônia, usada em rituais indígenas.

PARIMA E PACARAIMA

Serras localizadas no extremo noroeste do estado de Roraima, que servem de habitat dos índios Yanomami.

PARIME

Lago onde se supunha existir a civilização do "Eldorado", em Roraima.

PARINTINENSE

Aquele que nasce no município de Parintins.

PARINTINS

Cidade localizada no médio rio Amazonas, na fronteira com o Pará. É hoje o berço do Boi-Bumbá.

PARINTINTIN

Grupo indígena da família linguística Tupi-Guarani, descendente dos "Cabahyba", que habitavam as nascentes do rio Tapajós no final do século XVIII e início do XIX, e que constitui um dos grupos designados por Carl Friedrich von Martius como "Tupi Centrais". O nome possivelmente foi dado pelos Mundurucu. A maioria da população habita duas Terras Indígenas no município de Humaitá, no Amazonas, com população estimada em 418 pessoas até 2010.

PARINTINTINS

Tribo originária da margem direita do rio Madeira que, por motivo de lutas entre tribos, formou uma aldeia na Serra de Parintins (AM).

PASSÉS

Tribo indígena extinta da Amazônia.

PATUÁ

Amuleto.

PAUMARÍ

Tribo da família linguística Arawá que ocupa o lago de Maraã, no curso médio do rio Purus (AM).

PAURÁ

Limites do município de Parintins, que vão da Serra de Parintins, divisa com o Pará, até o largo do Paurá, no Amazonas.

PAVÚ

Criatura da mitologia dos Cinta-Larga.

PAVULAGEM

Pessoa de orgulho próprio. Neologismo originário de "pavão" (o formoso, bonito e pomposo), que na linguagem popular significa "o que gosta de aparecer", o fanfarrão.

PEDRAS DE ÍCA

Pedras com inscrições rupestres encontradas nas cavernas do vilarejo de Ica, no Peru.

PEIA

Sentido figurado: chicote, surra.

PEIXE-BOI

Mamífero da ordem dos sirênios, da família dos triquequídeos. Espécie ameaçada de extinção por causa da pesca predatória.

PENEIRA

Utensílio feito de talas de arumã (vegetal nativo), usado na fabricação da farinha de mandioca.

PERUDÃ (PERUDÁ)

O mesmo que Rudá.

PIAÇOCA

Jaçanã.

PICO DA NEBLINA

Pico mais alto do Brasil, com 3.014 metros, localizado no município de São Gabriel da Cachoeira, no extremo noroeste amazônico.

PINDOVA'ÚMI'GA

Também recebe o nome de Mbirova'úmi'ga; o poderoso ancestral chefe/xamã na cosmologia parintintin, criador da Gente do Céu (Yvága'nga). Aparece aos xamãs em suas cerimônias. Na narrativa mítica, vai sucessivamente ao céu, ao rio, ao subsolo e ao interior de uma árvore, encontrando, respectivamente, muitos espíritos, peixes, fantasmas e abelhas.

PIRACEMA

Cardume de peixes; época em que os cardumes sobem para as nascentes dos rios; época de desova.

PIRANHA

Espécie de peixe carnívoro dos rios e lagos da Amazônia.

PIRRAI HO

Denominação que o caboclo dá ao filho recém-nascido.

PONTA ALEGRE

Aldeia Sateré-Mawé, localizada à margem esquerda do rio Andirá.

POR QUASE UM SÉCULO INTEIRO

O Boi Caprichoso foi criado em 1913.

PORANGA

Lamparina que tem um abajur e é usada como se fosse um holofote.

PORANTIN

De porá (pá de torrar farinha de mandioca) + ting (gravado), na língua mawé: remo sagrado contendo a narração da criação do mundo no lendário Sateré-Mawé.

PORAQUÉ

Peixe da Amazônia com descarga elétrica.

PORONGA

Lamparina que os caboclos atam na cabeça para deixar as mãos livres nos seus trabalhos noturnos.

PORRETA

Palavra que designa boas qualidades, tais como "bom" ou "muito bom".

PROTEÇÃO

Objeto consagrado.

PSICODÉLICO

Alucinado.

PUCA

Apetrecho usado na apreensão de peixes.

PURANTINADAS

Derivação de "purantin" (do mawé pura = remo de torrar farinha + ting = gravado e pintado): remo sagrado com o qual se açoita o espírito do mal; em sentido figurado.

QUATERNÁRIA

Referente ao quarto período de formação geológica da Terra; a era em que vivemos atualmente.

QUIMÉRICO

Que é fruto da imaginação, da fantasia; fantástico, fictício, utópico.

RAÇA AZUL

Torcida oficial do Boi Caprichoso.

RAPÉ

Tabaco moído, inalado, usado como alucinógeno nos rituais indígenas.

RARIPÓIA CORON

Os rapazes e as moças.

REBOJO

Movimento de rotação em espiral causado por queda de cachoeira; remoinho. Remoinho de água que se forma no mar ou no rio e leva coisas para o fundo.

REGOUGO

Som emitido pela voz das ariranhas.

REMANSO

Água da beirada do rio que corre vagarosamente, parecendo estar parada ou mover-se em sentido contrário.

REPIQUE

Instrumento rítmico.

ROIÃO

Fogos; foguete.

RUDÁ

Deus do amor, reprodutor de todos os seres na mitologia Tupi.

RUFA

Rufar: "o bater do tambor".

SAIRÉ

Dança interiorana, provavelmente de origem portuguesa, pois ainda hoje é praticada no norte de Portugal. Também conhecida como jardineira.

SANHAÇU

Ave passeriforme da família dos traupídeos, de coloração verde ou azul-acinzentada e asas com enfeites variados.

SANTARÉM, PORROTÓ, LUIZ GONZAGA, PAMIM E CAIA

Pescadores que, além de pescarem, muito contribuíram para a existência e a grandeza do Boi Caprichoso.

SAPUCAIA MIRIM

Igarapé da margem direita do rio Andirá.

SARAUÁ

Deus do mal na mitologia dos Manaó.

SARITÓ

Formiga gigante usada nos rituais tribais, principalmente pelos Sateré-Mawé (tucandeira).

SARUÁ

Do tupi: espírito protetor dos lagos serenos, desprovidos da agitação dos peixes.

SATERÉ-MAWÉ

Uma das tribos mais importantes da história indígena do Norte brasileiro; viviam na região do rio Tapajós. Atualmente, remanescentes das tribos se dividem na região do rio Andirá, sob a proteção da Funai e de religiosos do CIMI.

SENTINA

Sanitário de caboclo; o mesmo que privada.

SERRA DE PARINTINS

Localiza-se à margem direita do rio Amazonas, na divisa com o Pará, com 152 metros de altura, segundo o geógrafo francês Paul Le Cointe. Serviu de posto de fiscalização das embarcações que trafegavam entre as províncias do Amazonas e do Pará.

SETE LUAS

O calendário indígena é regido pela lua; sete luas equivalem a 196 dias do nosso calendário.

SIÊ

Grito de guerra (tribo Carajá).

SOLIMÕES

Nome do rio Amazonas desde os Andes até o Encontro das Águas.

SURDO

Instrumento rítmico.

SURUÍ

Subgrupo da tribo Akwáwa, tronco cultural Tupi, habitante das cabeceiras do rio Tocantins.

TABA

Oca, maloca; a casa do índio.

TACAPE

Bastão de madeira com as duas extremidades pontiagudas ou arredondadas, muito utilizado como arma de guerra pelos índios das Américas.

TAÍQUE, ARAÍ-TARIANA

Irmãs de Conori, rainha das Amazonas.

TALAGADA

Grande gole de bebida alcoólica.

TANDAVÚ

Do imaginário Parintintin: quimérico filho temido de Baíra, dono das feras abissais, o terror dos Parintintin.

TAPAJÓ

Índios extintos que habitavam as margens do importante rio localizado entre os estados do Mato Grosso e do Pará. O nome deu origem ao do rio Tapajós.

TAPIOCA

Fécula da mandioca, usada para fazer beijus, mingaus e farinhas.

TAPUIA

O mesmo que indígena.

TAQUI

Aceleração.

TAUÁ

Tintura amarela extraída de argila aluvional, colorida por óxido de ferro, na qual o pajé imerge as fibras de tauari para ganhar cor e sabor.

TAUARÍ

Fibra têxtil usada como invólucro do cigarro dos pajés em suas sessões xamânicas.

TAUÁS

Espécie de canoa de tribo indígena (igarité).

TAWARY

Fibra vegetal utilizada para fazer cigarro.

TEMERÁRIO

Que contém certo risco; arriscado, perigoso.

TEMPLO

Morada dos deuses.

TERAPSÍDEO

Therapsida (aportuguesado para terapsídeos ou terápsidas) é um clado da classe Synapsida, tradicionalmente referido como ordem. Os terapsídeos são os ancestrais dos mamíferos.

TETCHI

Índia nativa dos Ticuna.

TINHOSO

Variação de demônio.

TIPITI

Espremedor de mandioca feito de talas vegetais.

TIQUE

Tenso.

TIRIRICA

Capim cortante utilizado pelos pajés nas curas de mau-olhado.

TITITI

No dialeto Hixkariana, lago.

TIXUCARRAMÃE

Tribo da família linguística Jê, tronco cultural Macro-Jê, falantes da língua kaiapó; habita o Parque Indígena do Xingu.

TOADA

Cantiga regional do norte brasileiro, de composição simples e curta; base musical que fundamenta os bois-bumbás de Parintins, composta especialmente para engrandecer as virtudes dos grupos folclóricos.

TOCAIA KAGWAHIVA

Cerimônia de cura por meio de ervas e da transcendência do pajé ipají da tribo Parintintin.

TOQUE

Inspiração.

TORÉ

Ritual afro-indígena que une dança e religião.

TRAPICHE

Denominação dada a um pequeno ancoradouro que servia de embarque e desembarque de cargas e passageiros, onde hoje fica o road-way da PORTOBRÁS.

TRINTA E UM ALERTA

Brincadeira semelhante à barra-bandeira (esconde-esconde).

TRIPA

Aquele que dança debaixo do boi.

TRONCO

Para facilitar o estudo dos índios, os estudiosos os agruparam didaticamente: subgrupos, grupos ou tribos são aglutinados em uma família linguística, que por sua vez se agrupa em troncos culturais. Os critérios de agrupamento são falar a mesma língua, as línguas terem termos em comum, proximidade geográfica, casamentos intertribais, habitarem uma mesma região e outros traços culturais semelhantes.

TUCANDEIRA

Formigas medindo entre 22 e 25 mm, que os índios usam em celebrações festivas e rituais para obter saúde, na iniciação masculina etc.

TUCUMÃ

Fruto do tucumanzeiro, cuja polpa, além de muito saborosa, tem alto teor de vitamina A e acentuado teor de gorduras e carboidratos. O tucumanzeiro é uma palmeira muito comum nas terras firmes do Amazonas.

TUCUPI

Parte aquosa da mandioca, retirada para a fabricação do tacacá.

TUPÃ

Espírito cruel do trovão. O antigo sentido desta palavra foi escolhido pelos jesuítas do século XVI para nomear o Deus cristão aos índios convertidos.

TUPAIÚ

Antiga aldeia dos índios Tapajós.

TUPANA

Derivação de Tupá, Deus na língua Tupi. Os Sateré-Mawé acrescentaram o sufixo "ana", que significa santo.

TUPARÍ

Tribo indígena da família linguística Tuparí, do tronco cultural Tupi, habitante das cabeceiras do rio Guaporé (RO).

TUPI

Tribo extinta que habitava o litoral nordestino e o centro-oeste do Brasil até meados do século XVI. Como herança, temos a língua tupi, nheengatu ou língua geral, que constitui um dos quatro principais troncos culturais da América do Sul.

TUPI-GUARANI

Família linguística do povo parintintin. Do tupi: abaixo de Deus (Tupã) e Guarani (guerreiros); daí advém "tupi-guarani".

TUPINAMBÁ

Tribo indígena do grupo Tupi, falantes do tupinambá, habitantes da costa atlântica do Brasil no século XVI e do arquipélago das Tupinambaranas. Seus descendentes, 40 famílias, foram oficialmente reconhecidos pela FUNAI em Olivença, no Nordeste.

TUPINAMBÁ(S)

Grupo indígena extinto, andarilho, que habitava a costa brasileira e a ilha de Tupinambarana (AM), onde está localizada a cidade de Parintins; pertencem ao grupo linguístico Tupi-Guarani.

TUPINAMBARANA

Nome dado pelo padre alemão João Felipe Bettendorff quando fundou Parintins na aldeia de Tupinambarana, em 1669. É derivação da junção de tupi (verdadeiro) + nambá (corruptela de nembá) + rana (falso). Nome dado às tribos extintas de Parintins: parintim, parauenis, parintintim, patuarana, paraviana, sapópé e tupinambarana.

TUPINAMBÁS

Importante tribo amazônica dos rios Capim e Guamá.

UIRAPURU

Pássaro famoso pelo seu canto, que só se ouve durante aproximadamente quinze dias por ano, quando constrói o seu ninho, cantando de 5 a 10 minutos ao amanhecer. Enquanto ele canta, todas as aves se calam.

UMUTINA

Tribo extinta que habitava as matas entre os rios Paraguai e Sepotuba.

UNANKIÊ

Choro, lamento, na língua Yanomami.

URUAPEARA

Uruá (caramujo) + peara (chefe).

URUCUMACUAM

Gruta de diamantes (tupi Mondé).

VALDIR VIANA

Saudoso habitante de Parintins, que morreu aos 92 anos e foi homenageado pelo Boi-Bumbá Caprichoso no início da década de 1990 com a toada "Missionário da Luz". Filho de Parintins, seus feitos como curandeiro e seus milagres o tornaram conhecido no Brasil.

VILA BELA DA IMPERATRIZ

Nome de Parintins quando elevada à categoria de vila e município, em 1852.

VILA NOVA DA RAINHA

Um dos nomes dados à antiga cidade de Parintins quando de sua fundação. "Vila Nova da Imperatriz" também foi uma de suas denominações.

VITUPERAR

Insultar; proferir ofensas e insultos.

WAKO KAHATO (Uaco Carató)

Muito bom, muito obrigado; na língua mawé.

WALDIR VIANA

Nordestino, octogenário que chegou ainda em tenra idade, constituiu família e, com sua mediunidade, é o melhor curador de males causados por animais peçonhentos. Com fé e intuição, tem feito verdadeiros milagres no campo da ortopedia. É conhecido até no exterior por suas curas miraculosas; um verdadeiro patrimônio da cultura de Parintins.

WIRACOCHA

Ou Viracocha: literalmente, "espuma do mar". Reconhecido por todos os povos do sul dos Andes como o criador do universo (deus imperador dos Incas, professor do mundo).

WYRA

Voa, voar, na mitologia andina.

XABONO

Casa comunitária típica dos Yanomami.

XAMÃ

Curandeiro, bruxo, feiticeiro; aquele que evoca os espíritos, que pratica o xamanismo.

XAMÂNICO

Feiticeiro, mágico.

XAPERIPÊS

Espíritos protetores dos Yanomami.

XAVANTE

Subgrupo indígena da família linguística Jê, tronco cultural Macro-Jê. Habitante do Parque Indígena do Xingu.

XIPAIA

Tribo extinta do tronco Tupi que habitava as margens do rio Iriri, afluente da margem esquerda do rio Xingu.

XIPUARA

Dança guerreira de algumas tribos indígenas do tronco Tupi.

YACI

O deus lua na mitologia Tupi.

YAKARITIS (YAKAYRETIS)

Espíritos que, segundo a cosmogonia Enawene-Nawe, habitavam o subterrâneo.

YANESHA

A comunidade Amuesha tem como autodenominação o nome "Yanesha". Localiza-se atualmente no alto Palcazú, em Yurimaguas e em outros afluentes do rio Perené — Quillazú (Oxapampa), Yarinacocha (Pucallpa) e rio Ucayali (Pucallpa).

YANOMAMI

Índios que habitam a fronteira entre o Amazonas (Serra de Surucucu) e Roraima, e parte da Venezuela, pertencentes à família linguística Yanomami, Sanumá, Ninam ou Yanoman.

YAUARETÊ

Aldeia dos índios Tukano, Dessana, Tariano e Maku, localizada na confluência dos rios Uaupés e Papuri, no extremo noroeste do Amazonas.

YEBA

Deusa da criação na mitologia Dessana.

YEPÁ-OAKKÊ

É a noite, na língua Tukano.

YO'I

Índio da mitologia Ticuna.

YPI

Índio da mitologia Ticuna.

YUHUARAN

Onça vermelha, ou suçuarana, no dialeto Parintintin.

YVÁGAN'GA

Gente do Céu, criada por Pindova'úmi'ga (ou Mbirova'úmi'ga), o poderoso ancestral chefe/xamã.

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