Avião
Voos regulares saindo de Manaus, cerca de 1 hora. Companhia Azul e voos fretados; a frequência aumenta bastante durante o Festival. Ideal para quem tem pouco tempo.

Guia completo
O maior festival folclórico do Brasil, no coração da Amazônia — e tudo o que você precisa para viver essa festa.
A festa
Todo mês de junho, Parintins (AM) para para o Festival Folclórico: três noites de apresentações no Bumbódromo em que o Caprichoso conta, com arte, música e encenação, as histórias do povo amazônico.
É reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil e reúne a Galera Azul de todo o país.
Conheça a história do boi
A disputa
A disputa acontece em três noites. Cada apresentação é avaliada em 21 itens oficiais — dos personagens à música, da alegoria à torcida — e a soma das notas define o resultado.
A travessia
Voos regulares saindo de Manaus, cerca de 1 hora. Companhia Azul e voos fretados; a frequência aumenta bastante durante o Festival. Ideal para quem tem pouco tempo.
Viagem de 8 a 10 horas em embarcações modernas e ágeis, com poltronas reclináveis, ar-condicionado e refeições a bordo. Ideal para quem quer chegar mais rápido de barco.
Hospedagem durante o Festival, com o barco ancorado na cidade e alimentação inclusa. Evita a procura por hotéis e costuma ser o melhor custo-benefício.
A travessia tradicional pelo rio, mais longa; parte da experiência de quem quer sentir o caminho até a ilha.
Viaje com segurança.
Use apenas transportes regularizados; dê preferência a empresas e embarcações credenciadas no Cadastur e evite transportes clandestinos.
A ilha
Destaque
A casa do Caprichoso, no Centro de Parintins: palco, museu e espaço de festa do Boi Negro.
Santuário e cartão-postal da cidade, a edificação mais alta da ilha.
Uma das igrejas mais antigas de Parintins, de bela construção histórica.
Anfiteatro à beira do Amazonas, com bares e restaurantes e um dos melhores pores do sol da cidade.
A arena onde acontece o Festival Folclórico de Parintins nas três noites de junho.
Ponto de informações turísticas e de partida, reunindo prestadores de serviço.
De 1937, reúne iguarias regionais (como o pão com tucumã e o queijo coalho), ervas, frutas e artesanato.
Terminal fluvial, um dos maiores do Amazonas, por onde chega boa parte dos visitantes.
Memória da cidade e da festa.
Artesanato local e lembranças.
Beira-rio e gastronomia típica.
Área de lazer.
Porta de entrada de quem chega de avião.
Prático
O triciclo é o meio mais típico de circular em Parintins.
Hospital Jofre de Matos e Hospital Padre Colombo.
Rede com Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Banco da Amazônia, no Centro.
Cultura do bumbá
406 verbetes para entrar de vez na cultura do Caprichoso. Busque por termo, filtre por letra ou navegue de A a Z.
406 verbetes
Árvore frutífera da família das sapotáceas, de fruto muito saboroso e apreciado pelos garotos.
Relativo a abismo, das grandes profundidades marítimas.
Instrumento musical muito utilizado no Brasil, principalmente nos maracatus e afoxés.
Presságio, quase sempre não alvissareiro.
Demônio, na língua mawé.
Encantado.
Líder indígena da tribo dos Manaós que preferiu ter como túmulo as águas do rio Negro a ser escravo dos portugueses.
Tribo da família linguística Tupi-Guarani, tronco cultural Tupi, habitante das cabeceiras do rio Tocantins.
Referência que compara as guerreiras Ycamiabas com as mitológicas Amazonas da Grécia antiga.
Instrumento musical da família dos membranofones, utilizado no ritmo do maracatu, coco-de-roda e ciranda.
Vasilha feita de argila na qual se armazenam alimentos.
Nome dado às três cobras (senhoras do caos) dos contos pré-colombianos. Termo utilizado na Amazônia para a anaconda — a derradeira fonte do poder, a hidrosfera, personificada pela anaconda (amarun): aquela que pode quebrar todos os laços de hegemonia, mas que contém em si a própria gênese da destruição e o reaparecimento do Caos.
Amarun (serpentes sobrenaturais, anacondas mitológicas) + Chacaruna (ponte espiritual). Somente a Chacaruna pode atravessar dimensões, da mente ao coração, do presente para o passado ou o futuro.
Índio da América do Sul.
Píton, jiboia (Python molurus), a mesma conhecida como sucuri (Eunectes murinus); serpente que esmaga a sua presa.
Tribo da família linguística Tupi, habitante do curso médio do rio Tocantins.
Espécie de morcego (quiróptero) amazônico. Também rio subafluente do Amazonas; Andiray, o "Rio dos Morcegos".
Espírito grande.
Pequena baía, enseada.
Do tupi añanga (diabo) + waçu (grande): grande demônio.
Paisagem composta principalmente pela planta conhecida regionalmente como aninga; o acúmulo dessa vegetação serve de abrigo para muitas espécies.
A aninga (Montrichardia linifera) é uma planta herbácea macrófita aquática da família das aráceas, que chega a cerca de 4 metros.
Tribo indígena Tupi, falante do apiacá, habitante do curso dos rios Juruena e Arinos.
Verbo usado pelos caboclos do médio rio Amazonas para indicar coisa inoportuna, que tira o sossego.
Tribo pertencente à família linguística Aruák; habita o curso médio do rio Purus.
No dialeto Carajá, "terra prometida".
Pássaro de plumagem colorida.
Família linguística que reúne as línguas indígenas Dení, Paumarí, Banawá-Jafí, Kanamantí e Jamamadi, habitantes das bacias dos rios Juruá, Jutaí e Purus, afluentes da margem direita do rio Amazonas.
Antiga arma de fogo portátil.
Também conhecida como onça-d'água, lontra-gigante e lobo-do-rio; mamífero mustelídeo característico do Pantanal e da bacia do rio Amazonas.
Apetrecho de pesca feito de metal, com ganchos para fisgar peixes.
Linha que prende o arpão a uma haste de madeira.
Animais invertebrados com quatro ou mais pares *[revisar: definição truncada no original]*.
Tribo da família linguística Mondé, tronco cultural Tupi, habitante da bacia do rio Guaporé, em Rondônia.
Tribo indígena da família linguística Aruák; família de línguas ameríndias da América do Sul e do mar do Caribe.
Peixe da região amazônica.
Morada de espíritos; local sagrado; paraíso espiritual.
Regionalismo parintinense para designar avião.
Também chamados de Awaeté; tribo Tupi, falante do dialeto assuriní, habitante do rio Canomá, no Xingu.
Nome do último grande chefe do império Inca, morto e decapitado por ordem de Pizarro.
Tribo da família linguística Karib, conhecida também como Waimiri-Atroari; habitava as nascentes do rio Alalaú.
Antigo deus adorado pelos índios Tapajós.
Período antes do nascer do sol.
Bebida alucinógena. Do quíchua aya ("morto, defunto, espírito") e waska ("cipó"), traduzida também como "cipó do morto" ou "cipó dos espíritos" (liana). É conhecida pelos nomes de hoasca, daime, iagê, santo-daime, vegetal e mariri; bebida psicoativa.
O espírito do medo, que surge a partir do vapor da terra; tem qualidades extraordinárias que auxiliam os vegetalistas em seus trabalhos de cura.
Entidade da mitologia dos índios Hi-merimã *[revisar: nome da etnia incerto no original]*.
Derivação de Bairy, herói mítico dos índios Kawahíwa Parintintin; significa a condensação das experiências, tradições e histórias daquele povo tupi.
Dança e/ou movimentos ritualizados no Boi-Bumbá.
Ondulação provocada pela desigualdade do leito do rio ou pelo movimento das águas, devido à ação de barcos ou de objetos de grande densidade.
Tribo indígena da Amazônia.
Brincadeira muito usada por meninos, que consiste em correr e pegar uma barra, geralmente de madeira.
Conjunto de instrumentos acústicos que compõem a parte rítmica do boi-bumbá.
Bolo feito com mandioca.
Denominação dada às margens de lagos, rios, paranás, furos e igarapés.
Mulher que cura doenças por meio de rezas.
Também chamado de beiju; espécie de bolo arredondado e achatado, de massa de mandioca ralada ou de seu amido (tapioca). É temperado com sal ou com pedaços de castanha-do-pará.
Do tupi mboi (cobra) + una (preta); a grande sucuriju (Eunectes murinus), considerada a maior cobra do mundo, podendo atingir até 12 m e triturando mamíferos, aves e peixes por compressão muscular.
Designação popular dada por Cousteau ao boto vermelho (Inia geoffrensis), cetáceo amazônico de comportamento semelhante ao do golfinho.
Designação dada ao boto cinza (Sotalia fluviatilis), cetáceo amazônico de comportamento semelhante ao do golfinho.
Variedade de mamífero cetáceo fluvial da família dos platanistídeos. Segundo a lenda, esses cetáceos protegem as águas e se transformam em um homem muito bonito e tentador, seduzindo as donzelas solitárias.
Do tupi be'bui (leve): qualquer coisa que flutua ao sabor das correntes d'água.
Cipó amazônico de onde se extraem as substâncias harmina e harmalina; bebida que várias tribos indígenas consideram sagrada e usam em suas sessões xamânicas.
Denominação dada a uma variedade de marimbondo que faz seu ninho nos galhos das árvores, principalmente as frutíferas, como o abieiro e o paiurazeiro.
Do tupi cariboca; resultado da mestiçagem do branco com o índio.
Lugar ermo.
Armadilha de pau-a-pique para apreender peixes; fica instalada nas entradas dos furos e igarapés.
Instrumento rítmico.
Palavra tupi-guarani que define um vaso ou pote de barro, de grande tamanho, em que os indígenas colocavam o cadáver para enterrar.
No ritual de cura parintintin, cada espírito podia anunciar-se com uma canção específica (entoada pela voz do ipají na tocaia), respondida pelo ipají que estava fora, que deveria pedir sua ajuda.
Peixe de porte pequeno e sem escama, voraz, que procura penetrar pelos orifícios genitais ou anais de suas vítimas para comer suas vísceras. É o terror dos garotos que vão banhar-se nos rios.
Pequena embarcação de madeira, sem motor. É o meio de transporte mais usado pelos caboclos.
Planta usada na confecção de chá, consumida como alimento na primeira refeição do caboclo. Também chamada de capim-cheiroso.
No dialeto Carajá, espírito da floresta.
Planta tuberosa cujo tubérculo é consumido cozido com café ou chá; prato preferido pelos caboclos na primeira refeição.
Uma das tribos do Parque do Xingu.
Pássaro negro da Amazônia, de canto lamuriante. É representado na dança folclórica das cirandas (Cordões de Cirandas).
Muriçoca.
Peixe de pequeno porte e sem escamas, que nas extremidades das nadadeiras laterais porta esporões pontiagudos com pequenos ganchos; ao leve roçar com a pele humana, penetra, deixando uma toxina que causa muita dor.
Sábio, inteligente; etnia das Antilhas.
Brancos, em tupi.
Entidades benéficas.
Canoa de pequeno porte feita de uma única peça de madeira.
No dialeto Hixkariana, tribo ou taba (moradia indígena).
Bebida indígena extraída da mandioca.
Lascas de cerâmica encontradas por pesquisadores em Monte Alegre, próximo a Santarém (PA), datadas de aproximadamente 7.000 anos atrás.
Ponte sobrenatural que liga o pajé ao mundo das cobras do caos (Amarun).
Pocilga rústica feita de pau-a-pique, onde comumente se alojam porcos, bezerros ou outro animal de médio porte.
Expressão usada para designar a cidade de Parintins, que mesmo com todas as crises ainda tem energia para realizar o segundo melhor festival folclórico do mundo.
Tribo indígena da Amazônia.
Contração de Coaracy, do tupi (co-a = claridade, tempo; cy = mãe): a mãe da claridade, a mãe do tempo. Personagem da lenda "Coacy, beija-flor".
Esconderijo; lugar onde os cardumes se escondem.
Conhecido como pássaro do sol, encontrado nos Andes; de porte avantajado, coloração preta com colar branco no pescoço, asas com manchas brancas, e cabeça, nuca e pescoço nus.
Lendária guerreira, rainha das Amazonas ou Icamiabas.
Tipo de pelagem presente em certos animais, principalmente equídeos como o cavalo, o asno e a zebra.
Argila de coloração vermelha e branca, com a qual os curumins faziam pequenas bolas e atiravam uns nos outros.
Pessoa irrequieta.
Do tupi kuiã (mulher) + puranga (bonita): mulher bonita. Item incorporado ao contexto do Festival Folclórico de Parintins.
Filha mulher. De kuyã (mulher) + membira (filha), na língua geral.
Filha de índio, filha de caboclo.
Mulher guerreira.
Aquele que cura por meio de rezas e feitiçarias.
Do tupi curu (corpo) + mim (pequeno): menino.
Ato de cortar os mastros nos quais estão as oferendas doadas pelos "mordomos", nas festas religiosas do interior.
Narrativa das lendas, mitos e tradições das tribos indígenas da Amazônia, pelo indigenista Nunes Pereira, na obra "Moronguetá, um Decameron Indígena". O autor faz uma analogia com "O Decameron", de Boccaccio, escritor italiano do século XV, que descreve a vida culta e refinada de Florença. A comparação se dá na busca da felicidade, seja pelo homem primitivo, seja pelo refinado.
Entidade que se situa entre o plano divino e o humano nas sociedades indígenas.
Desumano, cruel, duro.
Parteira que residia na rua Armando Prado, hoje aposentada, mas que, quando atuante, ajudou a dar à luz quase toda a população antiga de Parintins.
Uma das torcedoras mais antigas do Boi Caprichoso, que por muitos anos manteve uma venda *[revisar: trecho ilegível no original]* próximo ao antigo trapiche, hoje road-way da PORTOBRÁS. Figura muito querida dos meninos que iam tomar banho na beira do rio, próximo ao antigo trapiche.
Uma saudação aos antepassados; ritual dos Tupinambás.
Dar azar; tirar a eficiência.
Grupo indígena da língua Aruák; habitam uma única aldeia no noroeste do Mato Grosso.
Suar; sujar.
Ouriçado, arrepiado, encrespado.
Brincantes do Boi Caprichoso que, dançando em volta do boi, o protegem contra qualquer ameaça.
Ensinamento reservado a poucos.
Região próxima a Parintins onde se banhavam as Amazonas.
Apetrecho de pesca que consiste em uma linha resistente na qual são dispostos, de forma suspensa e alternada, anzóis para fisgar os peixes.
A história de Parintins nem sempre é registrada em livros ou documentos, mas transmitida oralmente, de geração em geração — principalmente as histórias dos bois-bumbás.
Louça de barro ou pó de pedra.
Na Grécia antiga, corpo de infantaria espartano e macedônio. Qualquer corpo de tropas; agrupamento de pessoas; legião, multidão.
O caboclo acredita que, se uma mulher menstruada passar por sobre algum apetrecho de pesca ou caça, este ficará "empanemado"; acredita-se ainda que, se alguém defecar num chiqueiro ou armadilha, eles ficarão "panemas", ou seja, azarados.
Crime baseado na questão do gênero; assassinato de mulheres.
Como são chamados os indígenas da Amazônia, filhos de Coaracy, o sol.
Bairro da zona leste da cidade de Parintins.
Título dado à Ilha de Parintins em 28 de junho de 1832, com a denominação de "Tupinambarana", na então Província do Amazonas.
Fenômeno climático de queda brusca da temperatura, devido ao degelo dos Andes ou a massa polar vinda do sul das Américas, no período de junho a agosto.
Braço de água corrente unindo dois rios diferentes, rio e lago, ou dois lagos. Sangrado ou sangradouro.
Torcida organizada dos bois, responsável pela animação e pelas coreografias nas apresentações de arena ou nos currais. É item coletivo a competir no Festival Folclórico de Parintins.
Instrumento musical de percussão feito com uma tora de madeira furada de uma extremidade à outra, na qual se instala um pedaço de couro de animal silvestre, produzindo um som muito potente. É uma espécie de tambor de guerra dos índios, hoje muito usado para avisar os comunitários rurais de que a imagem da santa está se aproximando da comunidade para receber donativos para as festas de mastro.
Peça de madeira que serve como vasilha para armazenar a mandioca *[revisar: definição truncada no original]*.
Bezerro de dois a quatro anos de idade.
Tribo indígena da família linguística Mondé. Também conhecidos como Ikãrã e Digut; habitantes das matas virgens do Pará.
Extermínio de uma comunidade, grupo étnico-racial ou religioso; destruição de um povo.
Movimento realizado pelo Boi-Bumbá na sua evolução, ou pelos itens individuais quando embalados pelas toadas.
Regionalismo parintinense para designar os movimentos cadenciados dos brincantes dos bumbás durante suas evoluções.
No idioma quimbundo, nijira: caminho; reunião festiva, de trabalho ou de treinamento.
Altar onde ficam as imagens de santos e orixás das religiões afro-brasileiras; lugar sagrado.
Deus criador e transformador do povo Cinta-Larga.
Tribo falante de uma língua classificada como isolada, habitante do alto curso do rio Paraguai.
Designa o céu dos escolhidos, ou céu dos ancestrais, no universo Tupinambá.
Personagem da lenda "Coacy, beija-flor". Nome de uma árvore que solta uma espécie de óleo ou resina viscosa.
Tribo da família linguística Guarani, tronco cultural Tupi, que habitava o sul do Brasil, o Paraguai e o norte da Argentina.
Poderoso xamã da tribo Hi-merimã.
Ritual celebrado pelos índios Chibchas para agradar seus deuses, que consiste em imergir o seu rei, coberto de ouro, nas águas do lago de Guatavita, próximo à cidade de Bogotá, Colômbia.
Espírito da mata.
No dialeto Sateré-Mawé: "o sol que toca na copa das árvores não alcança o chão".
Espíritos do mundo religioso Yanomami.
Tribo indígena isolada da Amazônia.
Refere-se aos sonâmbulos.
Tribo indígena do grupo linguístico Karib, falantes do hixkariana, habitantes do curso médio e alto do rio Nhamundá (Jamundá).
Grito onomatopaico para lançamento de feitiço.
Mãe-d'água.
Terra, em tupi Mondé.
Borduna dos chefes do povo indígena Tupinambá. Espécie de clava, maça ou tacape feito de maçaranduba, pesado, usado pelos guerreiros na execução dos cativos, no rito antropofágico da muçuruna. Símbolo de status e liderança dos principais chefes.
Palavras mágicas, cantos e músicas aprendidas pelo xamã em sessões de xamanismo, por meio da ingestão das plantas mestras.
Várzea que na maior parte do ano está inundada. Local de muitas árvores frutíferas que servem de alimento aos peixes, e o local preferido para a procriação.
Do tupi igara (canoa) + pé (caminho): o caminho das canoas; braço de rio de águas calmas.
Ilha fluvial localizada à margem direita do curso médio do rio Amazonas, tendo como divisores de água o Paraná do Ramos, o Uarariá e um pequeno trecho do rio Madeira.
Lado.
No lendário Carajá, os primeiros seres criados por Kananciuê.
Tribo dizimada pelos espanhóis na chamada "Guerra do Extermínio".
Xamã, pajé, curandeiro parintintin. Atualmente não existe mais nenhum entre o povo parintintin. O rito religioso central dos parintintin é a cerimônia de cura por um ipají, mas já não é praticada: a cadeia de transmissão do conhecimento xamânico foi quebrada pela morte prematura de muitos xamãs por epidemias.
Buraco, em tupi Mondé.
Sepultura indígena; jazigo dos índios Tapajós.
Bando de onças que, conforme a crença, está nos céus e é visto pelos que têm poderes ocultos; os Parintintin as desenham nos braços.
Flauta de duas a quatro braças, de cano duplo (maior e menor), usada pelos Kamayurá nos ritos e festas, principalmente o Kuarup.
Peixe saboroso da região do Amazonas.
Que ou aquele que é grosseiro, mal-educado; estúpido.
Planta do tipo tajá cujo sumo é tóxico quando ingerido. Também, período de ataque da cobra jiboia (Boa constrictor), na época de reprodução.
Animal fictício que vive na água, com forma de onça e pescoço comprido; acredita-se ser uma ariranha.
Ente lendário indígena, gigante, caçador de índios perdidos na mata. No lendário, habita as serras de Parintins.
Bebida de uso medicinal ou místico; cerimônia mágico-religiosa; entidade espiritual.
Tribo da família linguística Juruna, tronco cultural Tupi, habitante do Parque Indígena do Xingu.
Herói solar, legislador mítico de várias tribos indígenas brasileiras, cuja obediência às leis e mandamentos implicava o resgate da autoridade do homem, e a desobediência, o castigo.
A designação Kagwahiva (ou Kagwahiva'nga) significa "nossa gente", como se autodenomina o povo parintintin.
Tribo da região do Araguaia.
Descendentes de um dos povos indígenas que viveram no século XIX na região de Pernambuco.
No dialeto Hixkariana, cigarro de índio.
Vomitar.
Tribo indígena da família linguística Guarani, tronco cultural Tupi, habitante das nascentes dos rios Ipavu e Coluene, no Mato Grosso.
Ver Arawá.
Poderoso feiticeiro, criador da existência Carajá (lenda).
Tribo indígena da família linguística Karajá, tronco cultural Jê, habitante da ilha do Bananal, no curso médio do rio Araguaia, no estado de Goiás.
Tribo da família linguística Arikém, tronco cultural Tupi, que habita as cercanias de Porto Velho (RO).
Da língua geral (nheengatu, usada pelos missionários na catequização dos índios do Brasil durante a colonização): homem branco.
Tribo da família linguística Katuquina, habitante do baixo curso do rio Juruá (AM).
Tribo da família linguística Pano; habita as imediações do alto curso dos rios Ituxí e Abunã, no Acre.
Tribo da família linguística Pano, habitante das cabeceiras do rio Envira e suas nascentes.
Tribo indígena do grupo linguístico Karib, falantes do kaxuiana, habitantes do rio Jurema.
Tribo indígena da família linguística Tupi-Guarani. Habitava antigamente a foz do rio dos Peixes; depois foi transferida para o Parque Indígena do Xingu.
Tribo da família linguística Jê, tronco cultural Macro-Jê, com população de aproximadamente 4.000 indivíduos, espalhados entre as cabeceiras dos rios Araguaia e Iriri e o baixo curso do rio Xingu.
Tribo da família linguística Pano, habitante das cabeceiras do rio Ituxí, no Acre.
Cerimônia da tribo Kamaiurá, habitante do Parque Indígena do Xingu, criada pelo herói mítico Mavutsinim para reviver os seus mortos.
A festa em alusão aos mortos e ancestrais dos Kamayurá; é o rito anual em honra aos mortos.
Povo indígena que habitava do rio Pacajá até Manacapuru, no Amazonas, no século XVIII.
Gavião pequeno e branco; metade exogâmica do povo parintintin.
Sentido figurado: a primeira dose (bebida alcoólica).
Luminária feita de lata ou flandres.
Regionalismo de Parintins para designar meia garrafa de aguardente.
Referência feita ao Boi Caprichoso, conhecido por sua galera como "Diamante Negro".
Sombrio; sem claridade; funesto.
Fluxo luminoso, dentro de um cone, emitido por um ponto luminoso com determinada intensidade.
Cerimônia da dança sagrada realizada por diversos povos indígenas.
Tribo da família linguística Karib, habitante dos campos e lavrados de Roraima (RR).
A mãe dos rios; a Yara, rainha da Amazônia.
Tribo indígena extinta, Aruák.
Local onde costumeiramente se reúne o gado para dormir.
Entidade da cosmologia indígena.
Tribo indígena Karib, falantes do manaó, extintos no século XVIII devido às "Guerras Justas" infligidas pelos portugueses.
Tribo extinta que habitava a margem esquerda do rio Negro, precisamente onde hoje se situa a cidade de Manaus.
Casta de feiticeiros dedicados à magia maléfica.
Esconde-esconde.
Morte (Tupi-Guarani).
Tipo lendário da Amazônia que vive nas florestas. Tem forma humana com três metros de altura, corpo coberto de pelos, tal qual um imenso macaco, um só olho na testa e a boca na barriga.
Instrumento musical sagrado feito de cabaça, usado em rituais indígenas dos povos da Amazônia; um tipo de chocalho.
Espécie de chocalho feito com sementes e cabaças ou ouriços, usado como instrumento rítmico pelos índios.
Nome do rio Amazonas em território peruano.
Maracá (instrumento musical feito de cuia, contendo sementes de palmeira e enfeitado com penas de arara, utilizado pelos pajés indígenas).
Gigante lendário semelhante ao homem, porém coberto de pelos, que usa uma armadura de cascos de tartaruga.
Personagem do universo mítico dos Matis, incorporado pelo xamã quando este preside o rito iniciático pubertário das tatuagens.
Jirau construído sobre troncos de madeira flutuantes, para servir de jangada aos ribeirinhos e seus animais durante as cheias dos rios da Amazônia.
Conjunto de ritmistas do Boi-Bumbá Caprichoso; item oficial do Festival Folclórico de Parintins.
Conjunto de ritmistas do Boi-Bumbá Caprichoso; item oficial do Festival Folclórico de Parintins.
Pessoa feliz na caça e na pesca; pessoa feliz nos negócios e nos amores.
Tribo indígena da família linguística Pano, falantes do matis, habitantes dos rios Javari e Itacaí. Autodenominam-se "gente onça".
Variação de "matungo", que quer dizer berimbau.
Aldeia dos índios Yanomami que habitam o sopé do Pico da Neblina, no extremo noroeste amazônico.
Deus do bem na mitologia dos Manaó.
Entidade mitológica dos índios Kamayurá, criador da "festa dos mortos", ou ritual dos troncos, o Kuarup.
Tribo indígena da família linguística Tupi, falantes da língua mawé, habitantes do rio Andirá e afluentes, nos municípios de Barreirinha e Urupadi, e de afluentes da margem direita no município de Maués.
Refere-se à onça branca pintada de preto.
Magnetizando; provocar hipnose por meio do mesmerismo.
No dialeto Hixkariana, criança.
Maria Moacara, índia guerreira tida como sacerdotisa do povo Tapajó e como oráculo xamânico, descrita pelo padre jesuíta alemão João Felipe Bettendorff em 1661, que fundou Parintins em 29 de setembro com o nome de São Miguel dos Tupinambarana.
Pajé, curandeiro, mandingueiro.
Expressão relativa a "tempo de despertar".
O tuxaua (líder) que ocupava o mais alto cargo dentro da tribo extinta Tapajó. Quando falecido, em sinal de respeito e reconhecimento, recebia uma série de homenagens e se tornava um monhangaripi, cadáver ressequido. Depois de seco, em forma de múmia, passava a ser mantido em local escondido na mata, onde era reverenciado periodicamente pelo pajé e pelos homens mais velhos da tribo.
Grelha feita com ramos de árvores não resinosas, sobre os quais se assa o alimento *[revisar: definição truncada no original]*.
É aquele que dá sua colaboração ou donativo para a festa do mastro; por isso, só ao mordomo é dado o direito de cortar o mastro que contém as oferendas.
Corda com que os índios Tupinambás amarravam seus prisioneiros.
Governador.
Tribo indígena do grupo Tupi, falantes do mundurucu, habitantes da região chamada Mundurucânia, que ia do rio Tapajós ao rio Madeira no século XVII.
Mundo da nação Mundurucu; vale localizado entre os rios Tapajós e Madeira. O arquipélago de Tupinambarana, onde se situa a ilha de Parintins, fica nessa região.
Povo da família e falantes da língua mundurucu, do tronco Tupi, que habita atualmente a Terra Indígena Coatá-Laranjal. Concentra-se na Amazônia, nos estados do Pará, Amazonas e Mato Grosso.
Tribo da margem direita do rio Tapajós, em Jacareacanga.
Tribo da família linguística Mura; língua extinta. Habitante do baixo curso dos rios Madeira, Urubu e Autaz-Açu.
Cachoeira sagrada para os índios Kamayurá.
Pajé, curandeiro.
Pássaro mutum; nome de uma metade exogâmica do povo parintintin.
Lamento fúnebre.
Onça preta, no dialeto Parintintin.
O mesmo que necromante; bruxo.
No dialeto Carajá, claro da lua.
Típica habitação indígena brasileira. Termo oriundo da família linguística Tupi-Guarani. É uma construção de grandes dimensões, podendo chegar a 30 metros de comprimento.
Praça da aldeia indígena; espaço entre as ocas.
Saudação à orixá Iemanjá.
O criador para os índios Yanomami.
Deus da chuva e do vento sul na mitologia andina, personificado no beija-flor; aquele que deu vida ao mundo, marido de Pachamama (Mãe Terra).
Deusa, a Mãe Terra para o povo Inca.
Gigante, em tupi Mondé.
Tribos já extintas, dizimadas pelos espanhóis.
Fruta silvestre da Amazônia, de delicioso gosto, muito procurada pelos curumins.
Cobra que se transformava em homem ao chegar à praia e logo começava a namorar a filha do pescador ou do colono. Aparece às caboclas em forma de belo cavalheiro, nos beiradões e nas festas do interior, montando um garboso cavalo negro.
Do tupi paié: chefe espiritual indígena, misto de sacerdote, médico, curandeiro e feiticeiro.
Bairro da zona sul da cidade de Parintins.
Instrumento rítmico feito de madeira.
Cura de todos os males.
Do tupi (que = rio + kariwa = branco): o homem que o rio trouxe, o conquistador.
Tribo da família linguística Aruák, habitante dos sertões do Mato Grosso.
Erva alucinógena inalada pelos pajés nas tribos da Amazônia, usada em rituais indígenas.
Serras localizadas no extremo noroeste do estado de Roraima, que servem de habitat dos índios Yanomami.
Lago onde se supunha existir a civilização do "Eldorado", em Roraima.
Aquele que nasce no município de Parintins.
Cidade localizada no médio rio Amazonas, na fronteira com o Pará. É hoje o berço do Boi-Bumbá.
Grupo indígena da família linguística Tupi-Guarani, descendente dos "Cabahyba", que habitavam as nascentes do rio Tapajós no final do século XVIII e início do XIX, e que constitui um dos grupos designados por Carl Friedrich von Martius como "Tupi Centrais". O nome possivelmente foi dado pelos Mundurucu. A maioria da população habita duas Terras Indígenas no município de Humaitá, no Amazonas, com população estimada em 418 pessoas até 2010.
Tribo originária da margem direita do rio Madeira que, por motivo de lutas entre tribos, formou uma aldeia na Serra de Parintins (AM).
Tribo indígena extinta da Amazônia.
Amuleto.
Tribo da família linguística Arawá que ocupa o lago de Maraã, no curso médio do rio Purus (AM).
Limites do município de Parintins, que vão da Serra de Parintins, divisa com o Pará, até o largo do Paurá, no Amazonas.
Criatura da mitologia dos Cinta-Larga.
Pessoa de orgulho próprio. Neologismo originário de "pavão" (o formoso, bonito e pomposo), que na linguagem popular significa "o que gosta de aparecer", o fanfarrão.
Pedras com inscrições rupestres encontradas nas cavernas do vilarejo de Ica, no Peru.
Sentido figurado: chicote, surra.
Mamífero da ordem dos sirênios, da família dos triquequídeos. Espécie ameaçada de extinção por causa da pesca predatória.
Utensílio feito de talas de arumã (vegetal nativo), usado na fabricação da farinha de mandioca.
O mesmo que Rudá.
Jaçanã.
Pico mais alto do Brasil, com 3.014 metros, localizado no município de São Gabriel da Cachoeira, no extremo noroeste amazônico.
Também recebe o nome de Mbirova'úmi'ga; o poderoso ancestral chefe/xamã na cosmologia parintintin, criador da Gente do Céu (Yvága'nga). Aparece aos xamãs em suas cerimônias. Na narrativa mítica, vai sucessivamente ao céu, ao rio, ao subsolo e ao interior de uma árvore, encontrando, respectivamente, muitos espíritos, peixes, fantasmas e abelhas.
Cardume de peixes; época em que os cardumes sobem para as nascentes dos rios; época de desova.
Espécie de peixe carnívoro dos rios e lagos da Amazônia.
Denominação que o caboclo dá ao filho recém-nascido.
Aldeia Sateré-Mawé, localizada à margem esquerda do rio Andirá.
O Boi Caprichoso foi criado em 1913.
Lamparina que tem um abajur e é usada como se fosse um holofote.
De porá (pá de torrar farinha de mandioca) + ting (gravado), na língua mawé: remo sagrado contendo a narração da criação do mundo no lendário Sateré-Mawé.
Peixe da Amazônia com descarga elétrica.
Lamparina que os caboclos atam na cabeça para deixar as mãos livres nos seus trabalhos noturnos.
Palavra que designa boas qualidades, tais como "bom" ou "muito bom".
Objeto consagrado.
Alucinado.
Apetrecho usado na apreensão de peixes.
Derivação de "purantin" (do mawé pura = remo de torrar farinha + ting = gravado e pintado): remo sagrado com o qual se açoita o espírito do mal; em sentido figurado.
Referente ao quarto período de formação geológica da Terra; a era em que vivemos atualmente.
Que é fruto da imaginação, da fantasia; fantástico, fictício, utópico.
Torcida oficial do Boi Caprichoso.
Tabaco moído, inalado, usado como alucinógeno nos rituais indígenas.
Os rapazes e as moças.
Movimento de rotação em espiral causado por queda de cachoeira; remoinho. Remoinho de água que se forma no mar ou no rio e leva coisas para o fundo.
Som emitido pela voz das ariranhas.
Água da beirada do rio que corre vagarosamente, parecendo estar parada ou mover-se em sentido contrário.
Instrumento rítmico.
Fogos; foguete.
Deus do amor, reprodutor de todos os seres na mitologia Tupi.
Rufar: "o bater do tambor".
Dança interiorana, provavelmente de origem portuguesa, pois ainda hoje é praticada no norte de Portugal. Também conhecida como jardineira.
Ave passeriforme da família dos traupídeos, de coloração verde ou azul-acinzentada e asas com enfeites variados.
Pescadores que, além de pescarem, muito contribuíram para a existência e a grandeza do Boi Caprichoso.
Igarapé da margem direita do rio Andirá.
Deus do mal na mitologia dos Manaó.
Formiga gigante usada nos rituais tribais, principalmente pelos Sateré-Mawé (tucandeira).
Do tupi: espírito protetor dos lagos serenos, desprovidos da agitação dos peixes.
Uma das tribos mais importantes da história indígena do Norte brasileiro; viviam na região do rio Tapajós. Atualmente, remanescentes das tribos se dividem na região do rio Andirá, sob a proteção da Funai e de religiosos do CIMI.
Sanitário de caboclo; o mesmo que privada.
Localiza-se à margem direita do rio Amazonas, na divisa com o Pará, com 152 metros de altura, segundo o geógrafo francês Paul Le Cointe. Serviu de posto de fiscalização das embarcações que trafegavam entre as províncias do Amazonas e do Pará.
O calendário indígena é regido pela lua; sete luas equivalem a 196 dias do nosso calendário.
Grito de guerra (tribo Carajá).
Nome do rio Amazonas desde os Andes até o Encontro das Águas.
Instrumento rítmico.
Subgrupo da tribo Akwáwa, tronco cultural Tupi, habitante das cabeceiras do rio Tocantins.
Oca, maloca; a casa do índio.
Bastão de madeira com as duas extremidades pontiagudas ou arredondadas, muito utilizado como arma de guerra pelos índios das Américas.
Irmãs de Conori, rainha das Amazonas.
Grande gole de bebida alcoólica.
Do imaginário Parintintin: quimérico filho temido de Baíra, dono das feras abissais, o terror dos Parintintin.
Índios extintos que habitavam as margens do importante rio localizado entre os estados do Mato Grosso e do Pará. O nome deu origem ao do rio Tapajós.
Fécula da mandioca, usada para fazer beijus, mingaus e farinhas.
O mesmo que indígena.
Aceleração.
Tintura amarela extraída de argila aluvional, colorida por óxido de ferro, na qual o pajé imerge as fibras de tauari para ganhar cor e sabor.
Fibra têxtil usada como invólucro do cigarro dos pajés em suas sessões xamânicas.
Espécie de canoa de tribo indígena (igarité).
Fibra vegetal utilizada para fazer cigarro.
Que contém certo risco; arriscado, perigoso.
Morada dos deuses.
Therapsida (aportuguesado para terapsídeos ou terápsidas) é um clado da classe Synapsida, tradicionalmente referido como ordem. Os terapsídeos são os ancestrais dos mamíferos.
Índia nativa dos Ticuna.
Variação de demônio.
Espremedor de mandioca feito de talas vegetais.
Tenso.
Capim cortante utilizado pelos pajés nas curas de mau-olhado.
No dialeto Hixkariana, lago.
Tribo da família linguística Jê, tronco cultural Macro-Jê, falantes da língua kaiapó; habita o Parque Indígena do Xingu.
Cantiga regional do norte brasileiro, de composição simples e curta; base musical que fundamenta os bois-bumbás de Parintins, composta especialmente para engrandecer as virtudes dos grupos folclóricos.
Cerimônia de cura por meio de ervas e da transcendência do pajé ipají da tribo Parintintin.
Inspiração.
Ritual afro-indígena que une dança e religião.
Denominação dada a um pequeno ancoradouro que servia de embarque e desembarque de cargas e passageiros, onde hoje fica o road-way da PORTOBRÁS.
Brincadeira semelhante à barra-bandeira (esconde-esconde).
Aquele que dança debaixo do boi.
Para facilitar o estudo dos índios, os estudiosos os agruparam didaticamente: subgrupos, grupos ou tribos são aglutinados em uma família linguística, que por sua vez se agrupa em troncos culturais. Os critérios de agrupamento são falar a mesma língua, as línguas terem termos em comum, proximidade geográfica, casamentos intertribais, habitarem uma mesma região e outros traços culturais semelhantes.
Formigas medindo entre 22 e 25 mm, que os índios usam em celebrações festivas e rituais para obter saúde, na iniciação masculina etc.
Fruto do tucumanzeiro, cuja polpa, além de muito saborosa, tem alto teor de vitamina A e acentuado teor de gorduras e carboidratos. O tucumanzeiro é uma palmeira muito comum nas terras firmes do Amazonas.
Parte aquosa da mandioca, retirada para a fabricação do tacacá.
Espírito cruel do trovão. O antigo sentido desta palavra foi escolhido pelos jesuítas do século XVI para nomear o Deus cristão aos índios convertidos.
Antiga aldeia dos índios Tapajós.
Derivação de Tupá, Deus na língua Tupi. Os Sateré-Mawé acrescentaram o sufixo "ana", que significa santo.
Tribo indígena da família linguística Tuparí, do tronco cultural Tupi, habitante das cabeceiras do rio Guaporé (RO).
Tribo extinta que habitava o litoral nordestino e o centro-oeste do Brasil até meados do século XVI. Como herança, temos a língua tupi, nheengatu ou língua geral, que constitui um dos quatro principais troncos culturais da América do Sul.
Família linguística do povo parintintin. Do tupi: abaixo de Deus (Tupã) e Guarani (guerreiros); daí advém "tupi-guarani".
Tribo indígena do grupo Tupi, falantes do tupinambá, habitantes da costa atlântica do Brasil no século XVI e do arquipélago das Tupinambaranas. Seus descendentes, 40 famílias, foram oficialmente reconhecidos pela FUNAI em Olivença, no Nordeste.
Grupo indígena extinto, andarilho, que habitava a costa brasileira e a ilha de Tupinambarana (AM), onde está localizada a cidade de Parintins; pertencem ao grupo linguístico Tupi-Guarani.
Nome dado pelo padre alemão João Felipe Bettendorff quando fundou Parintins na aldeia de Tupinambarana, em 1669. É derivação da junção de tupi (verdadeiro) + nambá (corruptela de nembá) + rana (falso). Nome dado às tribos extintas de Parintins: parintim, parauenis, parintintim, patuarana, paraviana, sapópé e tupinambarana.
Importante tribo amazônica dos rios Capim e Guamá.
Pássaro famoso pelo seu canto, que só se ouve durante aproximadamente quinze dias por ano, quando constrói o seu ninho, cantando de 5 a 10 minutos ao amanhecer. Enquanto ele canta, todas as aves se calam.
Tribo extinta que habitava as matas entre os rios Paraguai e Sepotuba.
Choro, lamento, na língua Yanomami.
Uruá (caramujo) + peara (chefe).
Gruta de diamantes (tupi Mondé).
Saudoso habitante de Parintins, que morreu aos 92 anos e foi homenageado pelo Boi-Bumbá Caprichoso no início da década de 1990 com a toada "Missionário da Luz". Filho de Parintins, seus feitos como curandeiro e seus milagres o tornaram conhecido no Brasil.
Nome de Parintins quando elevada à categoria de vila e município, em 1852.
Um dos nomes dados à antiga cidade de Parintins quando de sua fundação. "Vila Nova da Imperatriz" também foi uma de suas denominações.
Insultar; proferir ofensas e insultos.
Muito bom, muito obrigado; na língua mawé.
Nordestino, octogenário que chegou ainda em tenra idade, constituiu família e, com sua mediunidade, é o melhor curador de males causados por animais peçonhentos. Com fé e intuição, tem feito verdadeiros milagres no campo da ortopedia. É conhecido até no exterior por suas curas miraculosas; um verdadeiro patrimônio da cultura de Parintins.
Ou Viracocha: literalmente, "espuma do mar". Reconhecido por todos os povos do sul dos Andes como o criador do universo (deus imperador dos Incas, professor do mundo).
Voa, voar, na mitologia andina.
Casa comunitária típica dos Yanomami.
Curandeiro, bruxo, feiticeiro; aquele que evoca os espíritos, que pratica o xamanismo.
Feiticeiro, mágico.
Espíritos protetores dos Yanomami.
Subgrupo indígena da família linguística Jê, tronco cultural Macro-Jê. Habitante do Parque Indígena do Xingu.
Tribo extinta do tronco Tupi que habitava as margens do rio Iriri, afluente da margem esquerda do rio Xingu.
Dança guerreira de algumas tribos indígenas do tronco Tupi.
O deus lua na mitologia Tupi.
Espíritos que, segundo a cosmogonia Enawene-Nawe, habitavam o subterrâneo.
A comunidade Amuesha tem como autodenominação o nome "Yanesha". Localiza-se atualmente no alto Palcazú, em Yurimaguas e em outros afluentes do rio Perené — Quillazú (Oxapampa), Yarinacocha (Pucallpa) e rio Ucayali (Pucallpa).
Índios que habitam a fronteira entre o Amazonas (Serra de Surucucu) e Roraima, e parte da Venezuela, pertencentes à família linguística Yanomami, Sanumá, Ninam ou Yanoman.
Aldeia dos índios Tukano, Dessana, Tariano e Maku, localizada na confluência dos rios Uaupés e Papuri, no extremo noroeste do Amazonas.
Deusa da criação na mitologia Dessana.
É a noite, na língua Tukano.
Índio da mitologia Ticuna.
Índio da mitologia Ticuna.
Onça vermelha, ou suçuarana, no dialeto Parintintin.
Gente do Céu, criada por Pindova'úmi'ga (ou Mbirova'úmi'ga), o poderoso ancestral chefe/xamã.
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A história, os itens e as toadas que tornam o Caprichoso uma lenda da Amazônia.